A crise sanitária a bordo do cruzeiro MV Hondius atingiu um novo estágio nesta segunda-feira (11). Após semanas de isolamento, os últimos passageiros finalmente desembarcaram da embarcação em Tenerife, na Espanha, enquanto autoridades confirmaram três novos casos positivos da doença, elevando o total para sete infectados confirmados.

Desembarque e Destino do MV Hondius:

O navio partiu das Ilhas Canárias em direção aos Países Baixos apenas com tripulantes e equipe médica a bordo. Os últimos seis turistas — de nacionalidades australiana, britânica e neozelandesa — foram evacuados sob rígidos protocolos de biossegurança.

O balanço da tragédia até o momento inclui:

3 Mortes: Dois casos confirmados de hantavírus e um suspeito.
Novas Infecções: Um cidadão espanhol em Madri, um francês em Paris e um segundo americano testaram positivo recentemente.
Conflito de Protocolos: OMS vs. CDC

O surto gerou uma divergência diplomática sobre o tempo de isolamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 42 dias de quarentena para todos os que estiveram no navio, alertando para os riscos de transmissões secundárias.

Por outro lado, o CDC dos Estados Unidos adotou uma postura menos rígida, monitorando seus cidadãos em instalações no Nebraska e permitindo o autoisolamento em alguns casos, sob o argumento de que a transmissão entre humanos é rara.

O Caminho do Vírus: De Ushuaia às Canárias:

O hantavírus detectado é da variante Andes, originária da América do Sul, onde a viagem começou em 1º de abril, em Ushuaia (Argentina). O primeiro óbito ocorreu em 11 de abril, e desde então o navio percorreu o Atlântico Sul, passando por Santa Helena e Cabo Verde antes de atracar na Espanha.

Os principais sintomas relatados incluem:
Febre e dores musculares intensas.
Fadiga extrema e problemas gastrointestinais.
Falta de ar (nos estágios mais graves).