Amanda Maria de Oliveira, presa em SC por se passar por menina de 12 anos para ser adotada, já havia aplicado o mesmo golpe no Ceará há 16 anos, quando acusou os pais de rituais. A cearense Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa em Santa Catarina após fingir ter 12 anos para ser adotada por uma família, possui um histórico antigo de fraudes e falsa identidade.
Investigações apontam que, em 2010, quando tinha 22 anos, ela usou a mesma farsa da menoridade em Fortaleza (CE) para denunciar os próprios pais por abusos sexuais e rituais religiosos. Na ocasião, a suspeita compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher alegando ser uma criança de 12 anos. Ela afirmou que o pai a obrigava a manter relações sexuais com outros homens e que o casal introduzia agulhas e chaves em seu corpo durante rituais. Exames de raio-x realizados na época constataram a presença dos objetos metálicos em seu organismo.
Histórico de problemas psiquiátricos: A denúncia de 2010 mobilizou a Polícia Civil do Ceará, mas as testemunhas e vizinhos ouvidos desmentiram a versão de Amanda, descrevendo os pais como pessoas pacatas. Ao prestarem depoimento, os pais comprovaram que a filha era maior de idade e apresentaram laudos médicos atestando que ela sofria de graves transtornos psiquiátricos. Registros indicam que Amanda possui um histórico de passagens por hospitais psiquiátricos de Fortaleza, como o Hospital Mental de Messejana, e por Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
A farsa se repetiu em setembro de 2023, quando a mulher deu entrada no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis (SC), queixando-se de dores abdominais. Apresentando-se novamente como menor de idade, ela passou por novos exames de raio-x, que confirmaram a permanência de diversas agulhas em seu corpo. A farsa e a prisão em Santa Catarina: A prisão preventiva de Amanda foi decretada pela Justiça catarinense após ela conviver por 14 meses com uma família local sob identidade falsa. Segundo os autos, a suspeita aproximou-se do casal por intermédio de um pastor, alegando ter 18 anos e buscar emprego. Com o tempo, ela passou a relatar problemas de saúde e mudou a versão, sustentando que tinha apenas 11 anos e necessitava de proteção por ser vítima de violência.
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