O basquete brasileiro está em luto com a confirmação da morte de Cida Guimarães, ex-pivô da Seleção Brasileira e bicampeã sul-americana, aos 95 anos de idade, segundo informou a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) neste sábado (27).

Ícone do basquete feminino e trajetória de destaque
Nascida Maria Aparecida Cardoso Guimarães, Cida Guimarães foi uma das principais atletas do basquete nacional nas décadas de 1950 e 1960. Ela integrou a equipe brasileira campeã sul-americana em 1954 e 1959, títulos que marcaram uma fase de fortalecimento e reconhecimento internacional da modalidade no país.

Além de suas conquistas em competições continentais, Cida foi uma figura fundamental na consolidação do basquete feminino brasileiro em um período em que o esporte ainda enfrentava poucos recursos e reconhecimento para mulheres atletas. Sua carreira inspirou gerações posteriores e ajudou a abrir portas para o crescimento do basquete entre jovens mulheres no Brasil.

Família e legado esportivo
Cida deixará um legado que atravessa gerações. Ela é mãe do também atleta de basquete Cadum Guimarães e irmã de Maria Helena Cardoso, que também teve papel relevante no esporte. A trajetória da família Guimarães está diretamente ligada à história do basquete no país, refletindo a importância de Cida tanto dentro quanto fora das quadras.

A CBB publicou uma nota oficial de pesar nas redes sociais, destacando o papel de Cida como “uma das primeiras estrelas do basquete brasileiro” e ressaltando sua contribuição para a formação de novas atletas e a promoção do esporte.

Repercussão e homenagens
A notícia da morte de Cida Guimarães gerou comoção entre fãs, ex-atletas e torcedores, que lembraram sua importância histórica no basquete brasileiro e seu papel pioneiro em uma época desafiadora para mulheres no esporte. Homenagens e mensagens de solidariedade estão sendo compartilhadas nas redes sociais por clubes, instituições esportivas e admiradores de sua carreira.

A causa oficial da morte não foi divulgada.