A divulgação de milhões de documentos inéditos pelo governo dos EUA em 2026 expõe novas conexões do bilionário Jeffrey Epstein com líderes mundiais, enquanto o FBI conclui que ele não operava uma rede centralizada de tráfico sexual.
O caso Jeffrey Epstein, o financista que morreu na prisão em 2019, voltou ao centro do debate global com uma força sem precedentes. Em janeiro e fevereiro de 2026, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) liberou mais de 3 milhões de páginas de documentos, 2.000 vídeos e 180.000 imagens relacionados às investigações. Essa "avalanche" de informações atende a uma lei de transparência aprovada após pressão bipartidária no Congresso americano.
As conclusões do FBI e os novos nomes: Em uma reviravolta nas investigações, o FBI divulgou conclusões finais em 10 de fevereiro de 2026, afirmando que, embora Epstein tenha cometido abusos sistemáticos, as evidências "não sustentam a tese" de que ele comandava uma rede organizada e centralizada de tráfico sexual de menores. No entanto, os novos arquivos trouxeram à tona nomes de peso que circulavam na órbita do bilionário:
Novas Menções: Figuras como Bill Gates, Elon Musk e Howard Lutnick aparecem nos registros, embora a citação não signifique necessariamente envolvimento em crimes.
Poder Político: Detalhes adicionais sobre os ex-presidentes Donald Trump e Bill Clinton, além do ex-príncipe britânico Andrew, continuam sob análise.
A "Conexão Natal": Documentos mencionam tentativas de recrutamento de jovens em Natal, no Rio Grande do Norte, entre 2010 e 2011, além de financiamento de modelos brasileiras.
O silêncio de Ghislaine Maxwell: Enquanto o mundo digere os arquivos, Ghislaine Maxwell, a principal cúmplice de Epstein que cumpre pena de 20 anos, participou de um depoimento remoto ao Congresso dos EUA em fevereiro de 2026. Invocando a 5ª Emenda da Constituição Americana, ela permaneceu em silêncio absoluto diante de todas as perguntas dos deputados sobre os crimes cometidos.
Quem foi Jeffrey Epstein?
A Mercadoria era o Acesso: Epstein atuava como um lobista e intermediador que vendia acesso a cientistas, fundos financeiros e centros de poder.
Condenação e Morte: Acusado de manter um sistema clandestino de exploração sexual, foi encontrado morto em sua cela em 2019, o que gerou inúmeras teorias da conspiração.
Inexistência de Lista: Apesar do clamor popular, o governo americano reforçou que não existia uma "lista de clientes" formal antes de sua morte.
O caso segue em aberto, com mais 6 milhões de páginas ainda aguardando análise e potencial divulgação, mantendo a pressão sobre governos dos dois lados do Atlântico.
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