China cobra que EUA parem com ameaças contra Cuba após indiciamento de Raúl Castro por assassinato. Entenda a nova tensão entre Washington, Havana e Pequim.

A China pediu que os Estados Unidos parem de usar “coerção” e “ameaças” contra Cuba, após Washington indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro por acusações de assassinato.

O indiciamento acusa o ex-líder cubano, de 94 anos, de conspiração para matar cidadãos americanos, relacionado ao derrubamento de dois aviões civis em 1996, que resultou na morte de quatro pessoas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim “apoia firmemente” Cuba e criticou a postura americana. “Os EUA devem parar de ameaçar com o uso da força a todo momento”, disse o diplomata.

A acusação contra Raúl Castro faz parte da estratégia do presidente Donald Trump de aumentar a pressão sobre o regime cubano, com discussões abertas sobre a possibilidade de derrubar o governo comunista.

A China, principal aliado político e econômico de Cuba, reagiu rapidamente ao que considera mais uma ação hostil dos EUA na região.