O estado de São Paulo registrou um triste recorde nos primeiros três meses de 2026: 86 feminicídios entre janeiro e março. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e representam o maior número para o período desde o início da série histórica.
O número alarmante coloca em evidência a gravidade da violência contra a mulher no estado mais populoso do Brasil. Em média, foram registrados quase um feminicídio por dia no trimestre.
De acordo com os dados oficiais da SSP, os casos ocorreram principalmente em ambientes domésticos, com a maioria das vítimas sendo assassinadas por companheiros, ex-companheiros ou familiares. A capital paulista e a região metropolitana concentram grande parte dos registros.
Aumento da violência de gênero:
Especialistas em segurança pública e direitos das mulheres apontam que o recorde reflete não apenas falhas na prevenção, mas também dificuldades no enfrentamento da violência doméstica, como lentidão no atendimento de medidas protetivas e subnotificação em alguns casos.
Organizações feministas e entidades de defesa dos direitos humanos já cobram medidas mais efetivas do governo estadual, como o reforço das Delegacias de Defesa da Mulher, maior agilidade no julgamento de processos e campanhas permanentes de conscientização.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou sobre ações específicas para reverter o aumento dos feminicídios.
Já Outros Estados:
O Brasil segue registrando altos índices de violência contra a mulher. Segundo dados recentes, o país ocupa posição de destaque nos rankings mundiais de feminicídio, com milhares de casos registrados anualmente.
São Paulo
São Paulo registra recorde de feminicídios no 1º trimestre de 2026
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